Para áreas externas O segredo dos pisos de pedras está no assentamento. Colocadas uma a uma sobre camada grossa e úmida de areia e cimento, elas precisam necessariamente estar niveladas para evitar tropeços. A garantia de que as peças não irão se soltar com o tempo também acontece nessa etapa e tem a ver com o grau de umidade da massa usada no rejunte. O arquiteto Fernando Iglesias, que usou mosaico português no jardim acima, destaca a facilidade de retoques do material: “Se houver qualquer problema com o piso, é só substituir as pedras danificadas’”.
Cerâmica lisa.
Portobello, linha Arquiteto. Peças de 30 x 30 cm. PEI 3. Mão-de-obra: pedreiro ou azulejista. Tempo de instalação: 50 m2 por dia. Limpeza: pano com detergente e, para limpeza profunda, o fabricante indica o Clean-Max Portokoll à venda em lojas especializadas. Custo médio: 16,70 reais o nr do piso e 15 reais o m2 da colocação.
Cerâmica decorada.
Euroville, linha Gaudi. Peças de 20 x 20 crn. PEI 3. Mão-de-obra: pedreiro ou azulejista. Tempo de instalação: 50 m2 por dia. Limpeza: pano úmido. Custo médio: 4,44 reais a unidade e 15 reais o m2 da colocação.
Fácil de instalar e cuidar.
Se há um tipo de revestimento que não dá dor de cabeça quanto a colocação e manutenção, ele é a cerâmica. Todo pedreiro conhece o material e basta um pano úmido para deixá-lo limpo. Mesmo assim, as arquitetas Claudia Carmona e Vanessa Feres, autoras desta cozinha, dão um conselho. “O ideal é proteger o piso instalado, sem rejunte, com lona e gesso. Só depois de pintar as paredes e da limpeza geral, deve-se fazer o rejunte”, diz Claudia. Antes de escolher a cerâmica, verifique o seu PE1, índice que determina o grau de resistência à abrasão do esmalte. Varia de 1 a 5. Q)uanto maior o PEI, mais resistente e mais adequado às áreas de muita circulação.
“Peças de demolição são ricas em história”
A antiga casa da artista plástica Dclma Godoy ficava diante do mar de São Conrado, no Rio de Janeiro. O que para muitos era um sonho, para ela virou um tormento. “A maresia corroía os móveis e eu encontrava até cobras no quintal”, desabafa. Determinada a morar mais perto do centro, ela encontrou uma casa térrea no Jardim Botânico. “O imóvel estava mal-conservado. Mas, assim que entrei, percebi a possibilidade de uma reforma. Era como uma peça bruta a ser esculpida”, observa. Graças a uma experiência anterior e à contratação de um bom mestre-de-obras, Delma planejou a reforma. Lojas de demolição da cidade forneceram a matéria-prima para móveis, janelas e portas. “Comparo a escolha desse tipo de material ao garimpo. E preciso afinar o olhar para o detalhe.”
A mesa de jantar, de quase 30 anos, ficou com ares modernos ao receber pés de ferro. Cachepôs de parafina da Originallis, e aimofadas de organdi da Condessa Descalça. Na parede, o sapato de tecido é de Elizabetfi Breseguello. e a escultura abstrata de papel resinado, de Carlos Breseguello. Oelma Godoy, a dona da casa, assina o vaso de cerâmica.
A fachada do sobrado de Delma (na janela do ateliê) reflete o que há lá dentro: uma mistura bem dosada entre cores e material de demolição. Cada detalhe foi escolhido a dedo
pela moradora, como as alfaces-d’água do tanque das carpas, o entalhe de uma viga na sala e o número do portão. As duas últimas peças são da Apoia Empreiteira.
Pintura alegra o sobrado rústico.
A casa térrea de 93 m2, além de malconservada, era pequena para Oelma Godoy morar com a filha e a neta. Mesmo assim, a artista plástica viu a possibilidade de transformá-la no local de seus sonhos. Ampliou a área para 226 m2 criando dois andares e deu um toque feminino aos ambientes com o uso da cor.
A delicadeza da atmosfera estende-se ao rodateto, onde Adriana preparou uma surpresa: uma pintura especial de palavras cheias de significado, como romance, fé e esperança. Elas evocam boas sensações esãoa
lembrança de um jogo que Tais costuma brincar com sua avó.



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