UM LIVRO SOBRE AS FAZENDAS DO INTERIOR PAULISTA.
Editado pela Nova Fronteira, o livro de fotografias e textos poéticos “Fazendas Paulistas do Ciclo do Café”, da escritora Cândida Maria de Arruda Botelho, documenta a arquitetura, os objetos, instrumentos e costumes desta época. Assim, Cândida procura alertar a importância da cultura do café na economia brasileira e a conservação do patrimônio histórico-cultu ral. O livro é resultado de seis anos de pesquisa nas fazendas de café do Estado de São Paulo e merece ser apreciado.
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HALL SUPERIOR.
Esta composição aposta na força de duas cores clássicas: o branco e o prelo, retomadas nas listras que continuam em evidência. Paro dar aconchego, as paredes foram tingidas em tom solar, da Coral.
ADEGA.
Nem parece um pequeno espaço sob a escada. O espelho, da Ornato, se encarrega de multiplicá-lo. No teto, a atração é a pintura penteada feita à base de massa. Mármores do piso, Icesa. Barrado em papel, Quatro Estações. Suportes de latão, La Toilette. Objetos, House Shop.
HALL DE ENTRADA.
Estilos do passado, entre paredes de cores suaves, emolduradas por tecido Formatex. A peça de destaque é a papeleira Dom João XV de jacarandá do séc. XVIII, realçada por pratarias baiana e cambojana do século XVII. Lustre francês de Baccarat, da Old Bahia.
MOSTRA EM FORTALEZA.
Palestras, seminários, intercâmbio de idéias e mostra de decoração compõem o mais abrangente evento já realizado em Fortaleza: o Encol Showcase 95, que mobilizou 37 empresas do setor e 43 profissionais de todo o país. Numa área de 10 mil m2, nas proximidades do Parque Ecológico do Cocô, estão abertas à visitação “minicasas”, decoradas segundo a necessidade de famílias hipotéticas, com perfis econômicos distintos. Também fazem parte da programação, palestras, seminários e estandes com lançamentos e produtos, assinados por fabricantes do setor. O Encol Showcase ficará aberto ao público, diariamente, até o dia 25 de novembro. Na av. Rogaciano Leite, 400, Edson Queiroz.
Adepto das habitações climatéricas, Maurice Sauzet cuidou da climatização natural e atenuou a luminosidade. Os raios de sol sáo assim cuidadosamente filtrados através de planos avançadostriangulares como no terraço do salão de música ou de telheiros em madeira. Uma climatização natural que as trepadeiras vêm reforçar com a sombra da sua folhagem de Verão. No Inverno, o sol baixa no horizonte e passa por debaixo dos telheiros. No Verão, os seus raios são atenuados pelos seus troncos de madeira espaçados, assegurando uma luminosidade ideal para admirar os belíssimos quadros.
A coxia alarga-se à direita, no salão. Maurice Sauzet confessa gostar de desenvolver os volumes. O tecto e a lareira monumental expandem-se então como numa catedral. Uma vantagem para os donos da casa que expõem aqui os seus quadros de maior dimensão. «Para o mobiliário escolhi uma linha clássica de sofás confortáveis e brancos para não prejudicar as telas e tive uma verdadeira paixão por este sofá mais futurista e muito agradável com as suas almofadas reguláveis. Aqui, nada quebra verdadeiramente o olhar, nem os vidros. Nos dias bonitos, temos a impressão de estar a viver ao ar livre: as superfícies envidraçadas desaparecem nas paredes. O salão prolonga-se pelos dois terraços de exposição contrária: o do sul, em frente ao mar, e o do norte, contra a falésia. Segundo a hora e o sol, escolhemos um ou outro. Vivemos aqui há três anos e ainda hoje descobrimos aspectos inéditos da paisagem através da casa», refere a proprietária.
No andar superior, quanta luz ganha através desta abertura feita na empena sul, sem prejuízo do gênio arquitectural da casa. Os móveis adquiridos num antiquado e a cama baixa fazem deste aposento um lugar agradável para trabalhar ou repousar.
A abertura ganha na inclinação do telhado dá a impressão de deixar entrar a natureza para o interior da casa. Por forma a não quebrar este charme através de um madeiramento incômodo, os vidros foram colados entre si com silicone (impermeabilidade provada) e as vigas e os barrotes das vigas, para além da sua função mecânica, constituem verdadeiras esculturas. O barco é um brinquedo das Ilhas do Pacífico. À direita, cadeira indiana.
De acesso ao andar superior, a galeria serve também de recanto para leitura, onde convivem em harmonia uma bibiioteca de Starck e um armário antigo. Ferragens dos anos 20 servem de gradeamento de protecção às duas pequenas janelas sobrepostas. Por cima da consola em metal de Jean-Claude Mattei, três quadros de Alain Campos. Na parede, escultura em madeira de Woftu. Cadeiróes dos anos 30. A parede acolhe belos quadros. Um irradiador Acova serve igualmente de balaustrada.
As novas artimanhas de enrico navarra.
Nome conceituado entre galeristas e artistas renomados, o editor e colecionador napolitano conquistou Paris com a qualidade de seu trabalho.
Sobre a lareira, mapa de Alighiero e Boetti (c ADAGP). Sofá Flap, design Francesco Binfare, para Edra.














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